Full text: 6.1927,15.Okt.=Nr. 297 (1927029700)

Fundador: CONSELHEIRO X X 
A N NO VI N. 297 
Rio de Janeiro, 15 de Outubro de 102.7 
i 11— 
0 CACHORRO DA MARICOTINHAS 
Maricotinhas gostava muito de bi 
chos. A sua casa era um verdadei 
ro jardim zoologico. Mas entre os 
animaes que possui a o que mais ca 
rinhos lhe inspirava era um lindo 
cachorrinho, redondo como uma 
bola de velludo. Maricotinhas dor 
mia com elle, trazia-o sempre en 
volvido em mantas de flanella para 
que não se resfriasse e não o mos 
trava a qualquer pessoa. Quem qui- 
zesse vel-o teria que merecer pri 
meiro .a confiança da linda pro 
prietária. 
Aniceto era um bilontra que ha 
via muito rondava a casa da moça 
e acabou penetrando na sala de vi 
sitas na qualidade de noivo. 
Certa vez Aniceto prometiera á 
sua bem amada um presente valio 
so. com a condição de ver em troca 
o sen loulou felpudinho. Estavam 
os dois na sala, sosinhos. 
— Maricotinhas, onde está o 
cachorrinho ? Tens de cumprir a 
promessa. . . 
Ella retrucou, corando: 
Agora é impossível, Aniceto. 
Não posso. Elle escondeu-se aquí 
debaixo da minha saia... 
E’ preciso accrescentar que Ma- 
■M 
ricotinhas usava saias que arrasta 
vam pelo chão... 
Não faz mal, meu amor. Anda, 
levanta a saia e mostra-me o cu 
chorro.. 
SALLUSTIO RIBAS
	        
© 2007 - | IAI SPK

Note to user

Dear user,

In response to current developments in the web technology used by the Goobi viewer, the software no longer supports your browser.

Please use one of the following browsers to display this page correctly.

Thank you.