Full text: 2.1923=Nr. 8 (1923000208)

- io - 
PELO MUNDO... 
mentado muitas vezes a extraordinaria fasci 
nação que exercem sobre as mulheres os cri 
minosos e os homens notoriamente crueis. 
Johnson, condemnado a presidio em 1909, 
por polygamia, deu os nomes de dezesete 
mulheres com quem havia casado e que tinha 
abandonado no cuito espaço de quatro annos, 
e declarou o seguinte : «Todas essas mulheres 
se enamoraram de mim, depois de eu falar 
com ellas duas ou tres vezes ; e posso asse 
gurar que não vale a pena ser amoravel nem 
carinhoso com nenhuma. Ameacem-se, tratem- 
se com cer 
ta dure- — — ——s-r——; 
za, consèr- 
v e m-s e a 
a 1 g uma 
distancia, 
e v e r - se- 
á, em se 
guida, co 
mo v ê m 
ter com- 
nosco.» 
: Exotismo: 
: japonez : 
1—0 pa 
pel de es- i 
crever, le 
ve, flexí 
vel,em vez 
de ser em 
ca dernos, 
é em rolo. ' 
O pincel, 
como é sa 
bido,dese- 
nha os ca- 
racteres 
da direita 
para a es- 
que rda e 
de alto a 
baixo, e a 
mão exer 
citada vae 
então de- 
senrolan- 
doo papel, 
á medida 
que a es- 
cripta o re 
clama. De 
pois, ras 
ga-se, ar- 
r an c a-se 
do rolo a 
&A 
■ ■ •. -y'... 
. * 
MANHA DE NATAL 
das mãos e cahindo até aos pés, ou fluctuando 
á brisa, é assumpto corriqueiro de desenhos 
e gravuras. 
II — E’ notorio, pelo menos entre aquelles 
que teem vivido no Japão, que o japonez, que 
a japoneza, sentem, amam, compenetram-se 
da creação, pelos olhos claramente, mas tam 
bém pela epiderme, pelos póros, pela alma, 
por toda a sua delicadíssima affectibilidade ; 
vibram com ella. Sem querer amesquinhar-lhes, 
nem de leve, os dotes intellectuaes, que tão 
rutilantes se mostram, póde bem comparar-se 
cada japo 
nez ou ca 
da japone 
za a uma 
pianta, a 
um ser ve 
getal qual 
quer, por- 
q u e é o 
que pode 
mos con- 
cebermais 
v i s i v el- 
mentesen- 
s i v el, ás 
va riações 
mete oro- 
logicas do 
meio. Este 
estado de 
del iciosa 
servidão 
—digamos 
assim —, 
ao ambi 
ente, tra 
duz-se em 
todos os 
instantes 
pela phra- 
se, entra 
da na ca 
tegoria de 
cumprl- 
mento.que 
o nipponi- 
co não dei 
xa nunca 
de accres- 
centar aos 
bons -dias 
e á mesura 
que dirige 
á gente 
das suas 
relações, 
nos encon 
tros habi- 
\ 
1 
m 
mu 
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m 
mmm 
li! 
parte que constitue a carta, dobra-se em mui 
tas voltas e introduz-se no competente sobre 
scripto. E’, pois, curioso registrar que entre 
namorados, por exemplo, que são aqui, como 
são em toda a parte, grandes rabiscadores de 
idéas, as missivas que se trocam não enchem 
quatro folhas, ou um caderno, ou dois cader 
nos, como entre occidentaes; occupam uma 
folha unicamente, mas de dois metros, mas 
de dez metros de extensão... A musumé, ergui 
da e pensativa, com a faixa de papel que aca 
bou dc percorrer com a vista, desenrolando-se 
— John Pearson 
tuaes. A phrase, segundo as circumstancias, 
é do teor seguinte : — «Que lindo tempo 1» 
—ou—«Que enorme calor 1»—ou — «Que gran 
de frio l»— ou— «Que furioso vendaval!»—ou— 
«Que valente chuva !» — etc. O chinez também 
tem o seu estribilho; mas, mais positivo e vi 
vendo essencialmente pela barriga, dirige aos 
amigos que encontra o seu invariável cumpri 
mento :— « Oh! já hoje comeu arroz ?...» 
Wenceslau do Moraes. 
Mais vale penhor na arca que fiador na praça.
	        
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