Full text: 3.1924=Nr. 11 (1924000311)

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PELO MUNDO . . . 
confundir em seu carinho a aridez dos cam 
pos, a escosta agreste das montanhas e a 
inalterável simplicidade dos homens de sua 
aldeia natal, sobre os quaes florecía agora urna 
auspiciosa esperança. 
E adormeceu com' o presentimento de que 
pela manhã), e nos djias a seguir, apenas des 
pontasse a aurora, vería como todos os seus 
companheiros, até os mais preguiçosos, par 
tiam cantando para o seu trabalho... 
Adolpho Lan:is. 
era que esse homem de genio, que enchéu a 
França, a Europa, o mundo inteiro de orgu 
lho, se dirigia á namorada: 
Oh; Je suis le regard et vous étes l’étoile! 
Je contemple et vous reluisez. 
Je suis la barque errante et vous étes la vóile: 
Je flotte et vous me conduisez 
Prés de vous qui brillez je marche triste 
[sombre. 
Car le jour radieux touche aux nuits sans 
[ciarte, 
Et comme aprés le corps vient l’ombre, 
L’amour pensit suit la beauté! 
na Claire, 
O menor apparelho radiotelephonico 
figura de relevo no theatro americano 
Hope Hampton ouvindo um concerto num apparelho 
que custou dez centavos. 
os AMORES DE HUGO 
Víctor Hugo foi amante de Juliette Drouet, 
durante meto seculo. Elle mesmo, já octo 
genario, escrevia á feliz senhora, que con- 
tava setenta e seis annos, a seguinte dedica- 
tona no ultimo retrato que lhe enviou: «C/«- 
quante ans d'amour, c’est le plus beau ma- 
rl #ge». 
Esse namoro entre o poeta e a rapariga, 
que era actriz, começou por uma questão de 
ar te. Em 2 de fevereiro de 1833, Juliette re- 
Presentou Lucrecia Rorgia, e no dia 19, o 
glorioso épico da Legenda dos Sécalos, fa- 
zia-lhe a sua primeira declaração de amor, 
e m versos escaldantes. Essa mulher privile 
gíela Bol a-'grande inspiradora do maior lyrico 
seculo XIX. Vejam, por exemplo, como 
E aos oitenta annos, com os pés na sepul 
tura, depois de exilios, perseguições e soffri- 
mentos, Hugo ainda mandava á Juliette es- 
trophes como essa. Mulher extraordinaria, não 
ha duvida ¡ 
HA CADA UNI! 
— Não bebes mais cerveja, Antonico? 
— E’ verdade, faz depois de amanhã dois 
dias que não a provo. 
—o— 
Carlos V dizia que para instruir um bom exer 
cito era necessário : a cabeça dos Italianos, 
os braços e mãos dos Hespanhoes, o peito 
dos Allemães, e o ventre e pés das outras 
nações.
	        
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