Full text: 1.1915,17.Nov.=Nr. 25 (1915000125)

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CORREIO PARA OS ESTADOS 
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NOVAS DO RIO 
O NOSSO “MANNEKEN PIS” — O SERVIÇO 
MILITAR OBRIGATORIO — EXPORTAÇÃO 
— A GUARDA NACIONAL — IMPOSTOS. 
Na Avenida Rio Branco, em frente ao lugar onde 
foi o convento d’Ajuda e onde esteve para ser um 
grande hotel, o maior hotel da America do Sul; alli, 
na vizinhança do Palacio Monroe e do Moulin du... 
Manoir, a Prefeitura mandou collocar um pequeno 
em bronze, ao alto d’uma fonte, — obra do artista 
Belmiro de Almeida, — um pequeno nú e contente, 
que vae vertendo agua para os cariocas, como o 
Manneken Pis, de Bruxellas, agora a vae vertendo 
para os invasores da sua patria... 
O nosso Manneken Pis, ao geito dos bonecos apre 
goados pelos camelots, na rua do Ouvidor: — « Nao 
come, não bebe, não dá trabalho a ninguem !» 
Entretanto, apezar do sorriso ingenuo com que 
executa a sua funcção continua, — e tão útil, por 
estes dias de calor, — elle já conta inimigos, homens 
e mulheres, que o chrismaram de pouca vergonha... 
Não sabemos se seria um moralista ou um pan 
dego o dono das mãos que, na noite de segunda- 
feira, vestiram uma camisola no Manneken Pis da 
Avenida. O petiz, terça-feira, amanheceu tal e qual 
o mostra o cliché ao lado d’estas palavras... 
O banquete offerecido pelo Exercito a Olavo Bilac, 
no Club Militar, teve urna grande repercussão nas 
ruas. Os commentarios andam aos milhões, por toda 
a parte. Os A pedidos já se manifestaram contra a 
idea de militarisar-se o paiz. Outros orgâos da opi 
nião publica também têm protestado... O silencio de 
certos jornaes é eloquente. . . Mas nada impedirá, 
parece, a realisaçâo do ideal do poeta, que era o 
ideal das classes armadas. Vae constítuir-seum Cen 
tro, composto de officiaes e de civis de representa 
ção, para a propaganda do serviço militar obriga- 
torio. A Marinha apoiará egualmente o Centro, 
como apoiou a attitude de Bilac e a attitude do 
Exercito. 
E assim, a opposiçâo é um bem: conservará ac 
ceso o enthusiasmo. 
Nos sete primeiros mezes deste atino, o valor das 
nossas exportações para a França, segundo a esta 
tística official da «Direction Génerale des Douanes 
Françaises», foi de 113.557.000 francos, contra 
102.4g1.000 francos em igual periodo de 1914 e 
101.856.000 em 1913. A exportação de pelles, tendo 
sido, no periodo de Janeiro a Julho de 1914, de 
53.192 quintaes métricos, no valor de 13.364.000 
francos, desceu, em 1915, a 13.093 quintaes, no va 
lor de 2.493.000 francos. 
A exportação de café, que fora nos sete primeiros 
mezes do anno passado, de 361.190 quintaes, no 
valor de 65.014.000 francos, subió, no anno fluente 
a 569.410 quintaes, no valor de 102.495.000 fran- 
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eos; a de algodão em pluma e em residuos, cahio- 
de 22.238 quintaes, no valor de 3.802.000 francos, 
em 1914, a 1.510 quintaes, no valor de 258.000- 
francos no anno corrente; a de borracha e gutta- 
percha, em bruto ou refundidas em massa, desceu 
de 16.349 quintaes, no valor de 11.510.000 francos- 
no anno passado, para 1.601 quintaes, no valor de 
747.000 francos no anno fluente ; a de fumo em fo 
lhas ou manufacturado, cahio de 9.694 quintaes, no- 
valor de 1.130.000 francos, a 4485 quintaes, no 
valor de 523.000 francos ; a de cacáo, tendo sido, 
sempre nos sete primeiros mezes, de 23.982 quin 
taes, no valor de 4.203.000 francos no anno passa 
do, foi de 21.648 quintaes, no valor de 3.788.000 
francos, neste anno. 
Nesses mesmos sete mezes, o valor das exporta 
ções da França para o nosso paiz ascendeu a 
22.041.000 francos, bem menor, portanto, que o re 
gistrado em igual periodo que 1914, que foi de 
31.739.000 francos. De tecidos importamos, no anno 
fluente, 1.549 quintaes métricos, no valor de 2. n 1.000 
francos, contra 3.784 quintaes, no valor de 2.987.000 
francos, em igual periodo de 1914. De louças e crys- 
taes importamos, neste anno, 16.872 quintaes, no-
	        
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